Pessoas.....nosso filho esta on-line......ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Apreciem com moderação!!!!!
HUMILHAÇÃO
Causa
A humilhação resulta do fato de um indivíduo ser acusado diante de um terceiro, de ter cometido uma transgressão ou de não ser detentor de certas qualidades ou competências valorizadas pelo grupo. Como o ser humano possui uma grande necessidade de pertencer a um grupo social, esse tipo de acusação representa um risco de ostracismo para o indivíduo humilhado uma vez que sua imagem pública (status dentro do grupo) sofre um abalo.
Assim, fatores como rebaixamento público excessivo e impressão de não merecimento por parte daquele que é humilhado são condições para que se caracterize uma experiência de humilhação e vários podem ser seus desencadeadores, entre eles: bronca, insulto, deboche, discriminação, desconsideração, enganação, riso, vergonha de terceiros e exposição pública.
Filogênese
Sendo as emoções autoconscientes prováveis mecanismos de condução dos indivíduos ao respeito às regras e normas sociais, os conflitos intergrupais gerados por experiências de humilhação poderiam ter funcionado como uma forma de colocar à prova as vantagens das situações de homeostase (equilíbrio) social. Assim, a humilhação poderia ter resultado em conseqüências adaptativas, ao testar as situações de equilíbrio social reguladas por emoções como a vergonha e a culpa.( Pereira , 2002)
Ontogênese
As emoções autoconscientes não possuem um eliciador específico e sim requerem classes de acontecimentos que só podem ser percebidas pelo próprio indivíduo (Lewis, 1993). Ou seja, tais emoções relacionam-se à cognição e à necessidade de o indivíduo ter adquirido autoconsciência e de se enxergar como um objeto social capaz de distinguir normas, avaliar os próprios comportamentos em relação a essas normas e de focar em si mesmo.
A humilhação, portanto, só pode ser experimentada a partir dos cinco anos de idade, quando já ocorreu um certo desenvolvimento cognitivo.
Função Adaptativa
O grupo deparou-se com a dificuldade de encontrar referências bibliográficas que apontassem uma função adaptativa específica e comprovada para a humilhação.
Uma hipótese levantada por Pereira (2002) em sua tese de mestrado foi a de que a humilhação teria como função o aumento da coesão grupal. Segundo ele, a humilhação externa quando compartilhada por indivíduos de um mesmo grupo, tenderia a uni-lo, pois sabe-se que quando um grupo se sente muito ameaçado por outro – inimigo comum – seus integrantes tendem a superar suas diferenças.
Entretanto, após um extenso trabalho de pesquisa e discussão, surgiu no grupo a idéia de uma possível explicação funcional para o comportamento de humilhação. A tese formulada foi a de que a humilhação seria uma forma de angariar apoio emocional e promover a inclusão da vítima em um grupo ligado à pessoa que lhe ofereceu apoio. Isso se daria ao permitir que aquele que sofreu a humilhação e aquele que o apoiou acabassem por se unir, aumentando, assim, suas chances de sucesso reprodutivo e de sobrevivência.
Na tentativa de comprovar tal tese, realizou-se uma pesquisa de campo através de um questionário composto de 3 perguntas no seguinte formato:
Sexo ( ) F ( ) M Idade:
1. O que você sentiu ao passar por uma experiência de humilhação? Atribua notas de 1 (mais fraco) a 5 (mais intenso) aos sentimentos que julgar pertinentes.
( ) raiva ( ) tristeza ( ) sensação de injustiça
( ) vergonha ( ) desejo de vingança
2. Você recebeu apoio de alguém que presenciou a situação?
( ) sim ( ) não
3. Você manteve proximidade com essa pessoa?
( ) sim ( ) não
Esse questionário foi aplicado a 30 pessoas (15 homens e 15 mulheres) de diferentes faixas etárias (de 16 a 63 anos) e municípios paulistas (São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba). Cada integrante do grupo se encarregou de entrevistar 10 pessoas da forma mais abrangente possível quanto a idade, classe social e escolaridade, a fim de fazer com que a pesquisa permitisse uma visão geral a respeito de como o ser humano reage à humilhação.
No que se refere à questão do apoio, verificou-se que 70% (N=21) das pessoas entrevistadas receberam apoio de alguém que presenciou a cena de humilhação.
Notou-se também que esse suporte foi recebido na mesma proporção por homens (48%, N=10) e mulheres (52%, N=11).
No entanto, o não recebimento de apoio se deu de maneira desigual entre homens (67%, N=6) e mulheres (33%, N=3).
Além disso, constatou-se que dentre essas pessoas que receberam apoio, 86% (N=18) mantiveram proximidade, pelo menos durante um certo período da vida, com aquelas que as apoiaram.
É interessante ainda notar que, para três dessas pessoas, esse primeiro contato foi tão importante, que os laços decorrentes dele foram mantidos até hoje. Para o restante delas, esse contato serviu apenas para que não permanecessem sozinhas após o episódio: quando puderam encontrar um grupo social com o qual tivessem maior afinidade, em certo grau abandonaram o apoiador. Um caso relevante foi o de uma garota que disse ter sido humilhada na sala de aula por todos os colegas. A professora, comovida, decidiu mudá-la de sala e colocá-la em uma outra onde mais tarde ela pôde encontrar um novo grupo, com o qual afirma manter contato até hoje, passados mais de 9 anos desde o ocorrido. Outra história que chamou bastante a atenção na pesquisa por ser o oposto da história da garota, foi a de um senhor. Ele contou que estava com seus colegas, em um time de pouca expressão, participando de um campeonato de futebol, quando o técnico do time adversário humilhou não somente ele, como também todo o time ao qual pertencia. Nesse caso, todos os jogadores do time humilhado serviram de apoio um para o outro. Depois desse dia e dessa vitória, o time decidiu, ganhando ou perdendo, sempre ir tomar uma cerveja no bar mais próximo.
Idéias de pesquisas relacionadas à humilhação que, por falta de tempo hábil não puderam ser realizadas, incluem a verificação da possibilidade de variação significativa quanto à manutenção de contato entre a vítima e aquele que lhe oferece apoio, em diferentes classes sociais, faixas etárias e níveis de escolaridade.
Bibliografia
Pereira, Yevaldo Lemos. (2003).Conseqüências adaptativas e diferenciação de emoções autoconscientes : embaraço, vergonha e humilhação.
Gente nosso filho foi boicotado pelo blog e os nossos belos graficos nao estao aparecendo,por isso estamos mandando para todos uma copia exclusiva do nosso trabalho!!!!!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
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